Ontem fui almoçar fora... isso foi um grande teste. Pra começar, escolhemos um restaurante que permite manter uma alimentação coerente com os meus objetivos. Antes de tudo um prato de salada crua, bem aos moldes do que eu como em casa... depois um pouco de arroz, um pouco de feijão e um bife acebolado na chapa. E, claro, nada de sobremesa.
Saí de lá me sentindo mais cheia do que de costume... e, talvez um pouco culpada.
Bem, à noite o jantar foi apenas salada crua e carne, em uma tentativa de compensasão.
Acho que é isso, fazer dieta é sempre pensar em compensar o que comemos, os vigilantes do peso fazem isso, as dietas por pontos em geral fazem isso...
Pensando bem, quantas coisas na vida dependem dessa balança de compensações? o tempo que dedicamos aos filhos, ao trabalho, ao lazer... se em uma semana trabalhamos demais, na outra não procuramos compensar na casa, etc?
Enfim... emagrecer é uma constante busca ao equilíbrio.
O peso ideal é aquele que nos permite olhar no espelho e gostar do que estamos vendo. Claro que para isso precisamos cuidar de outras coisas além do peso, portanto aqui vou expressar meu processo de emagrecimento por dentro e por fora.
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Agora é pra valer!
Hoje fui ver a nutricionista de novo... saí de lá com uma dieta prescrita... 1250 kcal por dia...
Isso significa que devo fazer 6 refeições, muita fruta, integrais e tal... ou pão, ou bolacha, ou bolo... ou... ou... muita água e tal.
Há... e muito movimento.
Meu peso hoje foi 88 kg, mas depois de 50 min caminhando com o meu marido, acho que já diminuiu um pouco... rs
Acho que a chave é o movimento, fico pensando porque não fiz exercícios nesses 6 meses de trabalho... eu me sinto melhor, mais ativa, animada.... pronta pra tudo...
Ganhei uma estrelinha hoje, mas o trabalho está apenas começando... a princípio quero entrar bem na roupa que usei na minha formatura para ser madrinha de um casamento daqui a 2 semanas, será?
Só o futuro dirá, o importante é que estou começando.
Isso significa que devo fazer 6 refeições, muita fruta, integrais e tal... ou pão, ou bolacha, ou bolo... ou... ou... muita água e tal.
Há... e muito movimento.
Meu peso hoje foi 88 kg, mas depois de 50 min caminhando com o meu marido, acho que já diminuiu um pouco... rs
Acho que a chave é o movimento, fico pensando porque não fiz exercícios nesses 6 meses de trabalho... eu me sinto melhor, mais ativa, animada.... pronta pra tudo...
Ganhei uma estrelinha hoje, mas o trabalho está apenas começando... a princípio quero entrar bem na roupa que usei na minha formatura para ser madrinha de um casamento daqui a 2 semanas, será?
Só o futuro dirá, o importante é que estou começando.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Quase perfeito
Um dia quase perfeito é constituído pela divisão das 24h em momentos diversos e plenos. Neles nós devemos nos sentir completos em nossas diferentes capacidades. Como eu sou mãe, esposa, etc... etc... este dia pleno teve momentos para organizar a casa, momentos em família, momentos de solidão, momentos com o marido... enfim... diversos momentos que me fazem lembrar quem eu sou.
Não parei muito hoje... entre lavar roupa, ler o jornal, passar o aspirador, atender os filhos, ir ao supermercado, ao banco e ao médico... ufa... nem foi preciso fazer exercícios em casa... fui e voltei andando para a massagem (momento de solidão)... além disso tudo, hoje me dediquei a uma grande paixão... cozinhar! Para ser perfeito só com uma taça de vinho e música... estou me abstendo do álcool (que tem muita caloria) e dividi a cozinha com o meu marido (ou seja, nada de música) ...
Há tempos que não tenho tanto prazer em planejar um prato, organizar os ingredientes com cuidado e come-lo sem culpa. Comecei a cozinhar no supermercado, quando vi alguns ítens em promoção e me lembrei de algo que adoro comer. Nesse momento senti o gosto por toda a língua... já em casa lavei o arroz integral, a lentilha... piquei alho, cebola e tomate... abri o brócolis com calma, lavei cada folha, cada broto... então, azeite de oliva, tudo refogado... água quente... sal, pimenta do reino... hum... o cheio...
Mesmo com as crianças à mesa (ou não no caso do pequeno que ia e vinha), mesmo com a variedade de pratos (na minha casa não comem o que eu como)... eu me sentei de frente a um grade prato de porcelana e me fartei... confesso que repeti pela primeira vez desde que esta odisséia começou... mas não me senti culpada, afinal não é todo dia que eu posso cozinhar só pra mim e comer com gosto.
Não parei muito hoje... entre lavar roupa, ler o jornal, passar o aspirador, atender os filhos, ir ao supermercado, ao banco e ao médico... ufa... nem foi preciso fazer exercícios em casa... fui e voltei andando para a massagem (momento de solidão)... além disso tudo, hoje me dediquei a uma grande paixão... cozinhar! Para ser perfeito só com uma taça de vinho e música... estou me abstendo do álcool (que tem muita caloria) e dividi a cozinha com o meu marido (ou seja, nada de música) ...
Há tempos que não tenho tanto prazer em planejar um prato, organizar os ingredientes com cuidado e come-lo sem culpa. Comecei a cozinhar no supermercado, quando vi alguns ítens em promoção e me lembrei de algo que adoro comer. Nesse momento senti o gosto por toda a língua... já em casa lavei o arroz integral, a lentilha... piquei alho, cebola e tomate... abri o brócolis com calma, lavei cada folha, cada broto... então, azeite de oliva, tudo refogado... água quente... sal, pimenta do reino... hum... o cheio...
Mesmo com as crianças à mesa (ou não no caso do pequeno que ia e vinha), mesmo com a variedade de pratos (na minha casa não comem o que eu como)... eu me sentei de frente a um grade prato de porcelana e me fartei... confesso que repeti pela primeira vez desde que esta odisséia começou... mas não me senti culpada, afinal não é todo dia que eu posso cozinhar só pra mim e comer com gosto.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Correndo contra a maré
É difícil entrar em um processo de reeducação alimentar quando a família não entra junto. Mantenho a defesa do direito dos outros de continuarem comendo o que acham que devem e na hora que acham que devem. Repito todos os dias para não esquecer: foi minha decisão, tenho que ter força de vontade, etc, etc...
Hoje fiquei com uma vontade louca de comer um bolo. Podia ser um integral com castanhas, não teria problema... o que doeu foi pensar que seria "ou-ou"... posso me permitir comer uma fatia de bolo no lanche... mas aí terei que abrir mão do pão, da bolacha, da granola... aliás é sempre "ou-ou" e nunca "e-e".... bem, não fiz o bolo... devo fazer no fim de semana, como o mínimo e levo para a escola (as colegas me ajudarão a comer), bom esse plano de jogar as calorias para as outras... vamos ver como se aplica.
Existe aí uma questão que acho importante sobre o comer. Não tenho pretensões de voltar aos meus 55 kg, ficarei feliz quando ultrapassar a marca dos 80 kg, depois a dos 70 kg... enfim... QUANTO TEMPO ISSO VAI DURAR? não vou poder comer coisas que eu gosto nunca mais????!!!
Ok, estou só começando, é um pensamento derrotista e tal... mas dá um desespero em pensar que a minha alimentação não pode ser como era antes ou voltarei a ser como tal.
Desepero à parte, acho que devo que responder que "para sempre"... realmente não pretendo voltar para a marca dos 90 kg quando sair dela... e, assim, não poderei comer como antes, mas isso não me parece significar que nunca mais poderei me permitir comer algo deliciosamente pecaminoso... aí falam da tal manutenção... bem, acho que no ponto em que estou devo pensar nos esforços que preciso para chegar aonde quero, depois que eu chegar lá vou pensar no que deverei fazer para me manter em tal posição.
De qualquer forma, acho que o jejum de algumas coisas é necessário agora e certamente vou aproveitar mais o sabor de certas coisas no futuro.
Hoje fiquei com uma vontade louca de comer um bolo. Podia ser um integral com castanhas, não teria problema... o que doeu foi pensar que seria "ou-ou"... posso me permitir comer uma fatia de bolo no lanche... mas aí terei que abrir mão do pão, da bolacha, da granola... aliás é sempre "ou-ou" e nunca "e-e".... bem, não fiz o bolo... devo fazer no fim de semana, como o mínimo e levo para a escola (as colegas me ajudarão a comer), bom esse plano de jogar as calorias para as outras... vamos ver como se aplica.
Existe aí uma questão que acho importante sobre o comer. Não tenho pretensões de voltar aos meus 55 kg, ficarei feliz quando ultrapassar a marca dos 80 kg, depois a dos 70 kg... enfim... QUANTO TEMPO ISSO VAI DURAR? não vou poder comer coisas que eu gosto nunca mais????!!!
Ok, estou só começando, é um pensamento derrotista e tal... mas dá um desespero em pensar que a minha alimentação não pode ser como era antes ou voltarei a ser como tal.
Desepero à parte, acho que devo que responder que "para sempre"... realmente não pretendo voltar para a marca dos 90 kg quando sair dela... e, assim, não poderei comer como antes, mas isso não me parece significar que nunca mais poderei me permitir comer algo deliciosamente pecaminoso... aí falam da tal manutenção... bem, acho que no ponto em que estou devo pensar nos esforços que preciso para chegar aonde quero, depois que eu chegar lá vou pensar no que deverei fazer para me manter em tal posição.
De qualquer forma, acho que o jejum de algumas coisas é necessário agora e certamente vou aproveitar mais o sabor de certas coisas no futuro.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Mais um dia
Olhando o meu diário alimentar (registro de todas as coisas que eu comi ao longo do dia) vejo que estou pulando refeições e me organizando em horários pouco práticos.
Ok, estou em casa nesta semana, com a rotina as coisas tendem a mudar... mas será que devemos sempre ter as melhores condições favoráveis para de fato conseguirmos fazer o que devemos?
O maior desafio é, de fato, conseguir manter a linha mesmo quando inseridos em situações pouco favoráveis. Não é justo com a minha família priva-los das coisas que não devo comer, afinal, eu tomei uma decisão, não eles. Aí vem a questão, é preciso uma constante reafirmação da vontade diante dos objetivos traçados. Tem chocolate, tem pães, tem bolachas, tem queijos e tem doces... mas eu decido comer outra coisa. Entendo que assim, apesar de ser mais difícil, o efeito a longo prazo é mais interessante, pois se eu não deixar entrar essas coisas na minha casa, e não comer porque não tem, o que eu vou fazer quando tiver?
Ok, estou em casa nesta semana, com a rotina as coisas tendem a mudar... mas será que devemos sempre ter as melhores condições favoráveis para de fato conseguirmos fazer o que devemos?
O maior desafio é, de fato, conseguir manter a linha mesmo quando inseridos em situações pouco favoráveis. Não é justo com a minha família priva-los das coisas que não devo comer, afinal, eu tomei uma decisão, não eles. Aí vem a questão, é preciso uma constante reafirmação da vontade diante dos objetivos traçados. Tem chocolate, tem pães, tem bolachas, tem queijos e tem doces... mas eu decido comer outra coisa. Entendo que assim, apesar de ser mais difícil, o efeito a longo prazo é mais interessante, pois se eu não deixar entrar essas coisas na minha casa, e não comer porque não tem, o que eu vou fazer quando tiver?
sábado, 24 de julho de 2010
Primeiros movimentos...
Não é a primeira vez que tento organizar a minha vida com a intenção de melhorar a imagem que tenho de mim mesma. Existe aquela tendência auto-destrutiva que em um ou outro momento nos assola, gerando um ciclo vicioso de posturas que nos afasta de quem acreditamos que deveriamos ser.
Mas é a primeira vez que meu peso me assusta a ponto de ter que admitir que perdi o controle sobre o meu corpo. Bem, em situações assim acho que podemos decidir fazer alguma coisa a respeito.
Não sei bem o que devo considerar como peso ideal. Já fui considerada muito magra, boazuda ou gordinha... não sei como reconstruir o meu passado para analisar o que estava por trás de cada denominação, mas posso usar este instrumento para me ajudar a entender o que está por trás dos meus quase 90 kg agora.
O fato é que, depois de fingir que não tinha um problema por algum tempo decidi parar com as desculpas e enfrentar o que está acontecendo. Paralelamente algumas coisas na minha vida foram se organizando e eu não quero mais me contentar com menos.
Enfim, procurei uma nutricionista para me ajudar a resolver minha questão do peso. Foi um choque ver que eu carrego hoje 10 kg a menos do que o dobro do meu peso de 12 anos atrás. Depois da consulta cheguei em casa e chorei... então dormi umas 12h direto... aí comecei meu diário alimentar... claro que ainda tenho um longo caminho pela frente, mas acho que o susto foi tão grande que vou acabar aproveitando para resolver outras coisas junto.
Mas é a primeira vez que meu peso me assusta a ponto de ter que admitir que perdi o controle sobre o meu corpo. Bem, em situações assim acho que podemos decidir fazer alguma coisa a respeito.
Não sei bem o que devo considerar como peso ideal. Já fui considerada muito magra, boazuda ou gordinha... não sei como reconstruir o meu passado para analisar o que estava por trás de cada denominação, mas posso usar este instrumento para me ajudar a entender o que está por trás dos meus quase 90 kg agora.
O fato é que, depois de fingir que não tinha um problema por algum tempo decidi parar com as desculpas e enfrentar o que está acontecendo. Paralelamente algumas coisas na minha vida foram se organizando e eu não quero mais me contentar com menos.
Enfim, procurei uma nutricionista para me ajudar a resolver minha questão do peso. Foi um choque ver que eu carrego hoje 10 kg a menos do que o dobro do meu peso de 12 anos atrás. Depois da consulta cheguei em casa e chorei... então dormi umas 12h direto... aí comecei meu diário alimentar... claro que ainda tenho um longo caminho pela frente, mas acho que o susto foi tão grande que vou acabar aproveitando para resolver outras coisas junto.
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